domingo, 19 de setembro de 2010

Garantir água para o futuro é obrigação dos cidadãos

A água, sempre tão prestigiada, base de grandes civilizações, fundamental em grandes economias e indispensável a sobrevivência de qualquer espécie em nosso planeta. Abundante no mesmo, e ao mesmo tempo escassa, e que pode vir a faltar em poucos anos se não fizermos alguma coisa.

Todos nós podemos ajudar com medidas simples, basta escovarmos os dentes com um copo de 150 ml. Se usar 200 ml é desperdício. Tomarmos banho de 2 em dois dias usando uma bacia de água. Não usar a descarga, usar a água que sobrou na bacia do banho. Basta assistirmos ou lermos em quaisquer mídia as forma de economizar.

Antes de me tornar consciente tinha aquela infantil visão, não riam, que aprendi no início de minha educação de que a água tinha um ciclo, evaporava, condensava e voltava sob forma de chuva (principalmente) aos rios e oceanos. Na minha ignorância, acreditava que a mesma quantidade de água que existia a milhares de anos continuava existindo até hoje. Mas como poucos, infelizmente, entendi as mensagens das revistas e jornais de que a culpa da inevitável falta de água é nossa, dos cidadãos.

Não precisamos nem ver nas manchetes, basta olhar a nossa volta que vemos a quantidade de rios, lagos, lagoas e riachos que secaram de tanto bebermos sua água. Pois a maior parte da água que consumimos é armazenada em nosso organismo e quando morremos, ela morre conosco virando pedra ou madeira ..., não sei bem o que vira, talvez vá para o além com a nossa alma. E a pequena parte que nós eliminamos pela respiração, transpiração, urina etc decanta nos oceanos, deixando de ser potável.

Pegamos como exemplo o caso do Tietê, que praticamente não tem mais água, na área da capital de tanto que os paulistanos regam suas plantas - se não me engano é esse o motivo -. Teve o caso do dia em que uma senhora regou suas rosas e a água ao invés de entra pelo solo e ir para o centro da Terra de onde não consegue voltar, acabou escorrendo para o rio e colorindo o mesmo.

A água consumida por nós tem vários outros destinos, vai pro sol, pra lua, pro buraco negro etc. A única água que volta sob forma de água doce é a que evapora da própria natureza. Quando passam pelo consumo das residências, se não houver intervenção, parece que suas moléculas modificam de tal forma que elas param de voltar a Terra de forma aleatória. Um cientista conseguiria explicar direito o que acontece. Mas é mais ou menos isso.

O poder público, não só no Brasil como em todo o mundo, está fazendo sua parte tentando recolher o máximo de água possível e devolvendo ao meio ambiente. Aqui na cidade do Rio de Janeiro a empresa responsável pelo abastecimento de água consegue recuperar toda a água fornecida pela mesma, eles até cobram na conta de água o mesmo valor do fornecimento pelo recolhimento do esgoto. Eles ainda dão um isentivo cobrando um mínimo de 15 mil litros de água por residência. Eu por exemplo gasto 5 mil litros/mês e pago a conta mínima de 15 mil. 15 mil água + 15 mil de esgoto. Por isso, também, economizo, pois o desperdício “dói no bolso”. Imaginem um torneira pingando, me fazendo pagar a conta mínima e aumentando meu consumo para 5,1 mil/mês. Não nasci para jogar dinheiro fora.

As grandes indústrias também estão fazendo sua parte, evitando que muita água vá parar em Júpiter ou vire resíduo industrial depois de usarmos para lavar nossa roupa. Assim como os agropecuaristas que vivem em uma luta tentando desassorear rios de tanta terra que despejamos nos mesmos após tomarmos banho.

Todo mundo esta fazendo sua parte. Só faltam os cidadãos. Vamos economizar. Vamos nos unir, vamos tomar consciência. Só depende de nós evitarmos que a água de nosso planeta vá para o espaço, centro da Terra, purgatório ....

Depende de nós!

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